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Conciliando maternidade e carreira

Vida profissional x maternidade

C. Gustav Jung, psiquiatra suíço, no processo de individuação achava que nós indivíduos tínhamos que nos diferenciar para desenvolver nossa potencialidade, alcançando a totalidade (SELF).
O fato é que temos sim que nos diferenciar, mas a cultura também deve se diferenciar dela própria para se desenvolver. O desenvolvimento do indivíduo e da cultura devem caminhar juntos.

Assim, quando pensamos no grande dilema da mulher “moderna” em conciliar a educação dos filhos e a vida profissional, devemos antes pensar como anda a nossa cultura, a nossa educação. Isto é, não deveria haver a dúvida entre o dedicar-se a construir uma família ou se dedicar a uma carreira profissional, na verdade, isso é fator gerador de angústia e muitas mulheres ficam patinando.

Para algumas mulheres há a vontade natural de ter filhos e construir uma família, porém isso acaba se tornando um problema, já que precisam trabalhar para seu próprio sustento.
Mais do que isso, lutam por igualdade nas suas carreiras e remunerações, enquanto esquecem quem são e o que buscam.
Via de regra, se lançam a fazer as duas coisas ao mesmo tempo, resultando em insatisfação.

Isso ocorre porque nossa cultura está, ainda, sob o olhar patriarcal. O mercado de trabalho não está aberto para flexibilidades, como programas de jornada reduzida, licença maternidade e paternidade adequadas ao tempo e necessidade das crianças, entre outros.


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Gravidez

Antes mesmo de pensar em ter filhos é preciso saber qual é a verdade sobre isso.

É um desejo real e consciente? Ou simplesmente porque é assim, todo mundo tem?

Administrar a casa, gerar e educar os filhos, conquistar espaço no mercado de trabalho e ser esposa, é perfeitamente possível.

Então porque grande parte das mulheres está patinando?

Angústias, culpa, stress, falta de reconhecimento, falta de colaboração, são algumas das queixas comuns, em função de jornada Tripla da mulher atual.

Está claro que,a sociedade não foi educada para “acolher” uma mulher grávida, existem conflitos entre o passado e o presente que ainda não se resolveram.
Gravidez não é doença. No entanto, a mulher vai dar a luz num hospital.
Gravidez não é doença, é um estado de atenção e acolhimento.



“Igualdade”

Deve-se lembrar que natureza fez homens e mulheres diferentes biologicamente, emocionalmente e funcionalmente, além das diferenças individuais entre os mesmos gêneros.
Isso indica apenas que não somos iguais.
Somos semelhantes e devemos desenvolver em igualdade, a empatia.
Colocar-se no lugar do outro em sentimento, nos proporciona a compaixão e a fraternidade.

“As mulheres são tratadas com igualdade”. Daí surgem as perguntas:
Igualdade do que?
Onde foi que nos perdemos na luta e conquistas de direitos?
Como pode alguém ter sua independência pessoal, sem o desenvolvimento
da consciência?

Nós temos no nosso Sistema Nervoso 100 bilhões de neurônios, que não perdem a oportunidade de transformar tudo o que vivemos em símbolos e estes formam nossa consciência (ego).

Se pensarmos a vida como símbolos, a nossa maneira de agir na sociedade, a importância que damos ao outro, as atitudes frente as rotinas, tudo é simbólico.
E qual é a importância disso?
Geração após geração, repetimos o que aprendemos, através dos modelos matriarcal e patriarcal (pais ou cuidadores), na nossa primeira infância.
Como agimos com o cônjuge, como os pais lidam com os filhos, são símbolos que iremos vivenciar, enraizaremos na nossa personalidade e repetiremos ao longo de nossas vidas, com as pessoas que nos relacionamos.

Penso ser grande equívoco, acreditar que a mulher encontre seu equilíbrio em lutas por igualdades, disputas e competições. Essas são sombras, formadas por símbolos vividos em tempos passados, de submissão e exclusão.
Investir em busca de sua transformação pessoal, dando significado aos símbolos, pode ajudar a mulher a obter clareza e saber qual o melhor caminho em direção a um objetivo escolhido, e um ponto de equilíbrio no seu dia a dia.

Só você é capaz de saber o que pode realizar, só precisa escutar o que diz o seu coração. Elimine da sua vida os “tem que isso ou aquilo” e saberá com clareza o que realmente almeja.



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